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No artigo anterior, falamos do Croqui Estrutural como o elo entre o diagnóstico e a decisão. Uma etapa essencial para enxergar com clareza qual o melhor modelo de estrutura patrimonial para cada família. Mas enxergar é apenas o começo.


A próxima pergunta é: quem vai tomar a decisão?


É nesse momento que os perfis familiares se revelam ? e cada um deles conduz a família por um caminho muito diferente.


Os ignorantes


Ignorante não é quem tem pouca instrução. Ignorante, aqui, é quem não sabe que há um risco ? ou finge que não sabe. São aquelas pessoas que evitam conversar sobre sucessão, que desconversam quando o assunto é inventário, que acham exagero fazer planejamento ou que dizem:


?Deixa isso para quando eu não estiver mais aqui.?

?Meus filhos vão saber se virar.?

?Isso nunca foi problema na nossa família.?


Esse tipo de pensamento não nasce da maldade. Muitas vezes, nasce do medo, da confusão ou de traumas passados. Mas, infelizmente, o preço da ignorância costuma ser pago pelos filhos ? em brigas, em prejuízos, em dores que poderiam ter sido evitadas.


Os procrastinadores


Os procrastinadores sabem que o risco existe, reconhecem que algo precisa ser feito... mas adiam.


Eles dizem:


?A gente precisa resolver isso, sim. Mas não agora.?

?Assim que passar essa fase, eu vou atrás.?

?Vamos marcar uma reunião com calma, depois do fim do ano.?


Os procrastinadores agem ? conscientemente ou não ? considerando que sempre haverá um momento melhor no futuro para resolver o que deveria ser enfrentado hoje. Apoiam-se no ditado popular ?antes tarde do que nunca?, como se o simples reconhecimento do problema fosse suficiente ? mesmo que nunca se chegue a enfrentá-lo.


Esquecem eles que, embora tenhamos a bênção de não sabermos o dia da partida, o fim da jornada nos alcança a todos.


O problema é que o tempo não para. E o patrimônio que levou uma vida inteira para ser construído pode se perder num processo de sucessão confuso, demorado ou conflituoso ? simplesmente porque quem poderia ter feito algo... esperou demais.


Diante de procrastinadores, como não lembrar da máxima ?seria interessante que os interessados se interessassem?, não é mesmo?


Os resolvedores


Os resolvedores são aqueles que decidem agir.


Pode ser o patriarca, a matriarca, um dos filhos ? ou até um genro, uma nora, um neto. O resolvedor não espera o cenário perfeito, não ignora os conflitos e não delega aos outros aquilo que está ao seu alcance resolver.


Eles buscam informações, estudam possibilidades, ouvem especialistas e puxam a responsabilidade para si.


Os resolvedores entendem que:

O problema não vai se resolver sozinho.

Planejar não é egoísmo ? é cuidado.

E que a hora certa quase nunca chega. Por isso, eles criam a hora.


Mesmo que a decisão chegue mais tarde do que gostariam, os resolvedores sabem: antes tarde do que mais tarde.


É por isso que, na PBCA, valorizamos tanto quem assume esse papel. Porque sabemos que, se há legado para proteger, é o resolvedor quem dá o primeiro passo.


Quando nosso cliente pertence ao grupo dos resolvedores, ele facilita o nosso trabalho: sempre que solicitamos um documento, uma assinatura, uma providência, o cliente resolvedor atende prontamente e, assim, conseguimos concluir nossos serviços em menos tempo ? com a mesma eficiência.


Para reconhecer esse perfil desde o início, a PBCA oferece um incentivo financeiro exclusivo: contratou no dia: é um resolvedor. Deixou para amanhã? Quem sabe.


O impacto de cada perfil


Cada perfil tem um impacto direto na trajetória patrimonial da família:

Os ignorantes podem deixar a família à mercê do caos.

Os procrastinadores podem chegar tarde demais.

Os resolvedores transformam a história da família ? com decisão, estratégia e coragem.


Conclusão


Talvez você se reconheça em algum desses perfis. Talvez perceba que pessoas queridas na sua família precisem apenas de apoio ? ou de um empurrão gentil.


O fato é que, se você chegou até aqui, é porque já se importa. E se você decidiu ser o resolvedor, nós estamos prontos para caminhar com você.


Na próxima semana, você vai conhecer as funções essenciais a qualquer sistema de holding familiar, e vai entender o que não pode faltar para a organização do patrimônio da sua família.

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Sobre o autor
Piraju Borowski Mendes é sócio fundador da PBCA Planejamento, que tem a missão de elevar a conscientização e a prática do planejamento patrimonial entre as famílias brasileiras. Coronel da reserva do Exército Brasileiro e membro Platina do Time Holding Brasil, exerce a atividade de consultoria aplicada ao planejamento patrimonial das famílias. É Doutor em Ciências Militares, por notório saber; Especialista em Direito Imobiliário Extrajudicial e Especializando em Direito de Família e Sucessões Extrajudicial. Dedica-se desde 2021 ao estudo e elaboração de holdings familiares, seguindo a metodologia de planejamento patrimonial que emprega como ferramenta o sistema de holding familiar.